Análise
Análise e comentários do Dr. Armando Pimenta sobre a publicação das Informações Estatísticas Relativas à Segurança e Saúde Ocupacional, divulgada no site da Previdência Social.
Segue uma planilha com números de casos registrados como benefícios acidentários em 2007 e 2008.
Não há como afirmar que em todos estes casos houve aplicação do NTEP, nem identificar as correlações com atividades econômicas. Nos casos das fraturas, é óbvio que a construção civil deve ser a mais atingida porque todos os códigos destas lesões estão associados com o CNAE da construção de edifícios (exceto traumatismos do pescoço).
Embora com pequenos números, vejam a disparada do número de casos de hemorróidas, apendicites, infecciosas (incluindo AIDS ocupacional...), hipertensão arterial e câncer.
O importante é que a metodologia que gera todas estas associações equivocadas é a mesma que faz aumentar exponencialmente os casos que seriam mais plausíveis, como fraturas na construção. Mas não podemos permitir qualquer prejulgamento. Fratura não pode ser presumida como acidente de trabalho, nem qualquer dor articular ou nas costas, totalmente inespecíficas, podem ser consideradas como doenças ocupacionais.
Armando Pimenta – Comissão técnico-científica da ABMT Anexo:
Planilha (link)
Voltar