Associação entre o tempo em atividade de trabalho noturno e hipertensão, pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica é tema de artigo de pesquisa publicado pela Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO).

Segundo dados apresentados no artigo “Trabalho noturno e pressão arterial: um estudo com foco nas doses de exposição”, vários efeitos negativos à saúde são reconhecidos como relacionados ao horário de trabalho noturno. A ocorrência de hipertensão está entre os que merecem destaque, por sua crescente prevalência e por ser um fator determinante para o desenvolvimento de outras doenças cardiovasculares.

Realizado com 893 profissionais de enfermagem, o estudo constatou que os efeitos do trabalho noturno começam após uma certa dose de exposição. O aumento da pressão arterial sistólica, da pressão arterial diastólica e a ocorrência de hipertensão foram associados a indivíduos que trabalhavam mais de 4 noites por quinzena.

Já os profissionais que trabalharam à noite por mais de 9 anos apresentaram, em média, níveis de pressão arterial mais elevados, em comparação com aqueles que trabalharam à noite por 9 anos ou menos.

Para as autoras do estudo, existe a “necessidade de atenção aos trabalhadores noturnos, que enfrentam os prejuízos biológicos e psicossociais associados aos esquemas de trabalho. Estratégias eficazes de melhoria da saúde para esses trabalhadores devem ser expandidas, levando em consideração critérios cronobiológicos nas intervenções.”

Fonte: Fundacentro